Comissão de Valores Mobiliários e Ministério Público Federal investigam influencers

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Desde o fim de 2018, o número de CPFs cadastrados na Bolsa de Valores (B3) saltou de 700 mil para 2 milhões, sendo que só no primeiro trimestre de 2020, mesmo com a pandemia do coronavírus, 400 mil pessoas físicas entraram na bolsa. 

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CVM e MPF investigam influencers

Além de fatores puramente econômicos, como a tremenda diminuição da taxa básica de juros da economia, que impacta diretamente os investimentos em renda fixa, alguns fatores sociais podem ser levados em consideração, como por exemplo a influência das redes sociais na migração das pessoas físicas para a bolsa. 

A histórica marca de 2 milhões de CPFs, se comparada ao número de seguidores dos maiores canais de finanças do Youtube, demonstra a discrepância entre as realidades. O canal Me Poupe, da influencer Nathalia Arcuri, conta com 5,34* milhões de seguidores, enquanto o Primo Rico, do Thiago Nigro, possui mais de 4* milhões. 

No Instagram, Tiago Greis, fundador da casa de análise de investimentos Suno, possui 1,2* milhões de seguidores, mesmo número do Gustavo Cerbasi, autor de diversos livros sobre finanças.

Ocorre que, diferentemente de todos os indivíduos supracitados, alguns usuários das plataformas sociais emitem opiniões e influenciam seus seguidores mesmo sem o cuidado de obter um respaldo técnico. Esse fato tem chamado atenção da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério Público Federal. 

Além da questão de possíveis crimes de manipulação de preços, que podem ocorrer quando um influenciador recomenda a compra ou a venda de determinada ação com o objetivo final de ele próprio se beneficiar com a operação, existe o exercício irregular da atividade de análise de ações por parte de algumas contas. 

Marcelo Trindade, advogado e ex-presidente da CVM, informou ao Estadão que ambas as entidades estão analisando casos de “pessoas que usam de sua posição junto à audiência para práticas não permitidas”. 

Esse assunto foi, inclusive, tema de uma live realizada pelo canal CVM Educacional no último dia 03, na qual foi questionada a diferença entre educação financeira e o trabalho de consultoria e análise de valores mobiliários, tendo como convidado o superintendente de relações com investidores institucionais, Daniel Maeda, disponível na íntegra no Instagram @cvmeducacional. 

*dados coletados em 10/09/2020. 

Fontes: Seu dinheiro, Estadão

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