Adequação de empresas à LGPD: Pesquisa demonstra importância da proteção de dados para a área de RH

O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de roubo de dados pessoais na internet, segundo pesquisa da empresa norte-americana Akamai, especializada em tecnologia. A posição do país é mais um ponto de atenção para que as organizações se adequem às normativas previstas pela LGPD

Diante desse cenário, a HRTech, empresa focada na redução de tempo e custo com rotinas operacionais de departamento pessoal, revelou que mais de 40% das empresas não têm planos de contenção para vazamento de dados, colocando em risco usuários, colaboradores e o próprio negócio. Além disso, a pesquisa intitulada “Diagnóstico LGPD: Maturidade do RH na proteção de dados” realizada pela Convenia com apoio da InfoJobs, traz à tona dados relativos à adequação das empresas à LGPD, mais especificamente sobre a importância da adequação à LGPD para a área de RH.

É importante ressaltar que a área de RH das empresas é responsável por dados sensíveis que oferecem diversos riscos de processos. Mesmo diante desse fato, mais de 30% das empresas ainda não atualizaram seus contratos trabalhistas, de serviços, a política de privacidade ou se quer coletaram a assinatura dos colaboradores para o termos de confidencialidade de dados.

Outro ponto sensível à LGPD identificado pelo estudo foi o tratamento de informações relacionadas à saúde. Conforme a investigação, mais de 76% das empresas têm acessos aos atestados médicos, porém, mais da metade das respondentes não tem um profissional da saúde para tratá-los dentro da empresa, criando mais um grande cenário de risco. De acordo com a legislação, nenhum dado referente a condições que possam causar descriminação pode ser tratado pelo RH.

Adequação de empresas à LGPD: Agende uma reunião

Primeiros passos para a adequação de empresas à LGPD

Mapear e reconhecer todos os dados que o RH e o DP têm acesso, sejam eles físicos ou digitais, são os primeiros passos para que as empresas consigam se adaptar à legislação, sendo fundamental realizar levantamento sobre os processos que colhem qualquer tipo de dado, desde o recrutamento e seleção até o desligamento. Sobre esse processo de mapeamento, a pesquisa revela que apenas 39,3% dos entrevistados afirmaram que já fizeram isso em sua empresa, enquanto 41,8% disseram que não e 19% não souberam responder.

Ainda pensando na adequação das empresas à LGPD, até o momento, 53,6% das empresas ainda não nomearam o Encarregado de Proteção de Dados, o DPO. Sobre as que já nomearam, a formação mais citada foi a área de Tecnologia, seguida do Jurídico e RH/DP empatados.

Já no que diz respeito ao controle e armazenamento de termos, contratos e documentos, o estudo mostra que a assinatura digital autenticada ainda é uma das maiores dores do setor em relação à digitalização, uma vez que essa foi a única questão em que o meio físico de assinatura foi maior nas respostas. Em 49,9% dos casos, os respondentes disseram que ainda utilizam esse formato, enquanto 25,9% o meio digital e 24,4% ambos.

Treinamento para a Proteção de Dados Pessoais é fundamental para a adequação de empresas à LGPD

Outro ponto destacado na pesquisa diz respeito ao treinamento correto e direcionado para a proteção de dados pessoais. Pensando nesse aspecto, a pesquisa revelou que mais da metade dos entrevistados (53%) não realizaram treinamentos sobre a nova legislação e quando perguntados se outra pessoa de sua empresa havia participado de alguma capacitação sobre o assunto, 47,9% responderam que sim, 31,8% não e 20,3% não souberam dizer. Neste mesmo sentido, quando questionados na pesquisa sobre o entendimento dos impactos da Lei no setor, aqueles que tiveram algum treinamento responderam médias mais altas em relação àqueles que não tiveram nada.

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Luiz Jovelino
Luiz Jovelino
Graduando em Direito na Universidade Federal de Alagoas, experiência com estudos constitucionais. Atuou como trainee da empresa Júnior Legis. É estagiário na área de Compliance do BL Consultoria Digital.
Luiz Jovelino
Luiz Jovelino
Graduando em Direito na Universidade Federal de Alagoas, experiência com estudos constitucionais. Atuou como trainee da empresa Júnior Legis. É estagiário na área de Compliance do BL Consultoria Digital.

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