Compliance: Fintech alemã Wirecard não encontra 2,1 bilhões de dólares, prejudica Investidores, irregularidades são investigadas e ex-CEO é preso

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A Fintech alemã de pagamentos digitais Wirecard (WCAGY) relatou na semana passada, que 1,9 bilhão de Euros (ou o equivalente a 2,1 bilhões de dólares) procurados pelos os auditores externos de Compliance da Ernest Young, não foram encontraram nas contas bancárias da empresa e provavelmente nunca estiveram lá. A Fintech está estudando a venda ou o fechamento de partes de seus negócios, na tentativa de evitar uma crise de caixa iminente.

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Compliance aponta irregularidades e Fintech alemã Wirecard não encontra 2,1 bilhões de dólares. Investidores, incluindo Softbank

Em três dias de trade, após o anúncio da irregularidades, as ações da empresa despencaram quase 85%, perdendo o equivalente a 12,5 bilhões de dólares em valor de mercado. O colapso do preço das ações da Wirecard prejudicou os investimentos em papel feito por um grupo de executivos de Investimentos da SoftBank e um fundo soberano de Abu Dhabi, que antes do acontecimento estavam no lucro com o aporte de 1 bilhão de dólares nas ações da Fintech de pagamentos digitais alemã.

A Wirecard, que já foi uma das empresas de tecnologia mais valiosas da Europa, agora luta para não fechar, depois do ocorrido na semana passada, revelando que as confirmações de saldo em conta falsificado podem ter sido apresentadas ao seu auditor de compliance, que deixaram registrados um buraco de 1,9 bilhão de Euros em seu balanço patrimonial com dinheiro que provavelmente nunca existiu.

Compliance aponta irregularidades na Wirecard

A Auditoria independente Ernest Youg aprovou regularmente as contas da Wirecard nos últimos anos, mas se recusou a assinar o contrato para 2019, após denúncia do Finantial Times por suspostas irregularidades envolvendo executivos da Wirecard, confirmou as falhas encontradas em uma investigação externa da KPMG em abril, que por sua vez seguiu os relatórios investigativos do Financial Times.

Os auditores responsáveis pelo Compliance disseram:

Em conexão com nossos procedimentos de auditoria nas demonstrações financeiras de 2019 da Wirecard, não podemos obter evidências suficientes para confirmar saldos de caixa em contas fiduciárias nas demonstrações financeiras consolidadas no valor de 1,9 bilhão de Euros.

Temos informações indicando que confirmações de saldo falsas foram fornecidas em relação a essas contas. Dessa forma, reportamos esses assuntos aos conselhos de administração e supervisão da Wirecard. Nosso trabalho de auditoria está em andamento e não temos mais comentários no momento.

O último anúncio da Fintech Wirecard foi sobre a saída do seu ex-presidente executivo Markus Braun, que foi substituído por James Freis, ex-diretor de Compliance da bolsa de valores da Alemanha. Veja nota

Wirecard AG: Markus Braun resigns with immediate effect as member of the management board; James Freis appointed as interim CEO 19-Jun-2020 / 12:48 CET/CEST

In mutual consent with the Supervisory Board of Wirecard AG, Dr. Markus Braun resigned today with immediate effect as member of the management board. The Supervisory Board of Wirecard AG appointed Dr. James H. Freis, Jr., who was appointed yesterday as member of the management board, as interim CEO with sole power of representation.

A Wirecard, tem sede em Munique, e foi elogiada como um sucesso doméstico de fintech, sendo inclusive, impulsionada para o índice DAX da Alemanha em 2018. Mas os analistas de Mirabaud disseram que sua associação ao DAX agora é completamente inadequada e deve ser revisada.

Prisão do EX-CEO da Wiredcard na Alemanha

O fundador e ex-presidente da processadora de pagamentos alemã Wirecard, Markus Braun, que comandou a Wirecard desde 2002 e se demitiu na última sexta-feira (19)., foi preso sob suspeita de manipulação de mercado, segundo informações dos procuradores em Munique, nesta terça-feira (23). Ele se entregou voluntariamente às autoridades na noite de segunda-feira, depois de ser emitido o mandado de prisão. Poucas horas depois, Braun foi liberado mediante o pagamento de uma fiança de 5 milhões de euros.

Um comunicado do Ministério Público de Munique informou que Braun foi detido por suspeita de “inflar” artificialmente o balanço e o faturamento da empresa, através de transações falsas, para fazer parecê-la financeiramente mais forte e mais atraente para investidores e clientes. Braun pode ter agido “com outros perpetradores”, disseram os promotores.

A Wirecard já havia admitido na noite de segunda-feira que o 1,9 bilhão de euros, que supostamente estaria em dois bancos nas Filipinas, muito provavelmente não existe. Os próprios bancos negaram a existência do dinheiro e informaram nunca terem estado de posse dos recursos.

Fonte: NYT, FT, DW e Bloomberg, adaptado por Time BL Consultoria Digital

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